ASC 350 Teste de Impairment do Goodwill

Updated 4 July 2026 · Reviewed by US GAAP Buddy Editorial Team

Como é realizado o teste de impairment de goodwill sob ASC 350?

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US GAAP

ASC 350 Teste de Impairment do Goodwill — Regra Fundamental

O teste de impairment de goodwill compara o valor contábil de uma unidade geradora de caixa (UGC) com seu valor justo; se o valor contábil exceder o valor justo, uma perda por impairment deve ser reconhecida (ASC 350-20-35-3).

Como Funciona ASC 350 Teste de Impairment do Goodwill

  • Identificação da UGC: Uma entidade deve primeiro identificar a unidade geradora de caixa à qual o goodwill foi alocado. Uma UGC é o menor grupo de ativos que gera fluxos de caixa independentes (ASC 350-20-30-1). Múltiplas UGCs podem ser testadas separadamente, dependendo da estrutura operacional da empresa.
  • Determinação do valor justo: O valor justo da UGC deve ser estimado usando abordagens de mercado, renda ou custo. Métodos comuns incluem análise de fluxo de caixa descontado (DCF), múltiplos de transações comparáveis ou valor de liquidação. A entidade deve usar as melhores estimativas e suposições de mercado (ASC 350-20-35-4).
  • Comparação e teste de uma etapa: Compara-se o valor contábil total da UGC (incluindo goodwill, ativos identificáveis e passivos) com seu valor justo. Se o valor justo for maior, nenhuma perda ocorre. Se o valor justo for menor, a entidade avança para o reconhecimento da perda (ASC 350-20-35-3A, vigente desde janeiro de 2023).
  • Reconhecimento da perda de impairment: A perda por impairment é a diferença entre o valor contábil e o valor justo da UGC, limitada ao goodwill alocado àquela UGC. A perda é reconhecida imediatamente no resultado (ASC 350-20-35-5). Uma perda reconhecida em um período não pode ser revertida em períodos posteriores (ASC 350-20-35-8).
  • Medição do goodwill residual: Após reconhecer a perda por impairment, o novo valor contábil do goodwill torna-se seu novo saldo de base, e nenhuma reversão é permitida mesmo que o valor justo se recupere (ASC 350-20-35-8).
  • Divulgação: A entidade deve divulgar a natureza do goodwill, o método de teste (por exemplo, fluxo de caixa descontado), as principais suposições e a quantificação de qualquer impairment reconhecido (ASC 350-20-50-1).

ASC 350 Teste de Impairment do Goodwill — Exemplo Prático

Uma empresa varejista possui uma divisão de varejo regional com goodwill de R$ 500.000. O valor contábil total da UGC é R$ 1.200.000 (incluindo R$ 500.000 de goodwill, R$ 400.000 de ativos identificáveis líquidos e R$ 300.000 de passivos). O valor justo estimado da UGC, usando DCF de fluxos de caixa de 5 anos com taxa de desconto de 8%, é R$ 950.000.

Como o valor contábil (R$ 1.200.000) excede o valor justo (R$ 950.000), a perda por impairment é R$ 250.000. Essa perda é integralmente alocada ao goodwill, reduzindo-o para R$ 250.000.

ContaDébitoCrédito
Perda por Impairment de Goodwill250.000
Goodwill250.000

Após o teste, o goodwill residual é R$ 250.000 e não pode ser revertido em períodos futuros, mesmo que a divisão se recupere operacionalmente.

ASC 350 Teste de Impairment do Goodwill — Armadilhas Comuns

  • Suposições irrealistas em DCF: Muitas entidades projetam crescimento futuro acima das taxas históricas ou do crescimento do PIB sem justificativa de mercado. Auditores frequentemente contestam essas projeções; use comparáveis de mercado e históricos da entidade para validação (ASC 350-20-35-4).
  • Alocação incorreta entre UGCs: Empresas com múltiplas divisões frequentemente alocam goodwill incorretamente ou testam a entidade inteira em vez de unidades separadas. Isso mascara impairments; certifique-se de que cada UGC teste seus próprios fluxos de caixa independentes (ASC 350-20-30-1).
  • Reversão de perdas por impairment: Um erro crítico é reverter uma perda de impairment reconhecida anteriormente. Sob ASC 350-20-35-8, nenhuma reversão é permitida, mesmo que o valor justo se recupere. Isso é diferente de outros ativos (por exemplo, propriedades sob ASC 360).

Referências codificadas principais

  • ASC 350-20-35-3 — Comparação inicial do valor contábil com valor justo
  • ASC 350-20-35-3A — Teste de uma etapa (modelo simplificado pós-2023)
  • ASC 350-20-30-1 — Definição de unidade geradora de caixa
  • ASC 350-20-35-5 — Reconhecimento de perda por impairment
  • ASC 350-20-35-8 — Proibição de reversão de perdas
  • ASC 350-20-50-1 — Requisitos de divulgação para impairment e goodwill

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