ASC 360 Propriedade, Planta e Equipamento

Updated 4 July 2026 · Reviewed by US GAAP Buddy Editorial Team

Como é testada a perda por impairment de ativos de longa duração sob ASC 360?

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US GAAP

Visão Geral do Teste de Impairment sob ASC 360

O ASC 360 (Propriedade, Planta e Equipamento) estabelece o framework para testar a perda por impairment de ativos de longa duração. O teste ocorre em dois estágios: primeiro, uma avaliação de indicadores de impairment, e segundo, se necessário, o cálculo da perda real.

Indicadores de Impairment

Conforme ASC 360-10-35-21, uma entidade deve reconhecer uma perda por impairment quando indicadores sugerem que o valor contábil de um ativo pode não ser recuperável. Exemplos incluem:

  • Declínio significativo no valor de mercado do ativo
  • Mudanças adversas no ambiente legal, tecnológico ou comercial
  • Acúmulo de custos superiores aos originalmente estimados
  • Fluxo de caixa operacional negativo persistente
  • Decisão de descontinuar operações relacionadas ao ativo

Teste de Recuperabilidade

De acordo com ASC 360-10-35-24, o primeiro passo é comparar o valor contábil do ativo com a soma dos fluxos de caixa futuros não descontados (undiscounted) esperados a serem gerados pelo uso contínuo do ativo. Se o valor contábil exceder esses fluxos de caixa, o ativo é considerado não recuperável e um impairment deve ser testado.

Esta abordagem simplificada usando fluxos de caixa não descontados reduz a complexidade computacional, diferentemente de outros padrões contábeis.

Mensuração da Perda de Impairment

Uma vez identificada a não recuperabilidade, ASC 360-10-35-30 determina que a perda por impairment seja mensurada como a diferença entre o valor contábil do ativo e seu valor justo (fair value). O valor justo pode ser determinado por:

  • Preço cotado em mercado ativo
  • Preço de transações recentes comparáveis
  • Fluxos de caixa descontados (se não houver outras evidências de valor justo)
  • Modelos de avaliação apropriados

Considerações Importantes

ASC 360-10-35-36 estabelece que ativos grupados devem ser testados no nível mais baixo possível em que fluxos de caixa identificáveis estão disponíveis. A entidade deve considerar fatores específicos da operação, incluindo idade do ativo, condição física, e perspectivas futais de uso.

A perda por impairment não é reversível sob ASC 360 (diferente de ASC 330 para inventários ou IFRS). Uma vez reconhecida, a nova base de custo é o valor justo estabelecido no teste de impairment.

Documentação Necessária

Recomenda-se documentar completamente os indicadores considerados, os fluxos de caixa projetados, as premissas utilizadas e o cálculo final do valor justo para fins de auditoria e conformidade regulatória.

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