ASC 718 vs IFRS 2 — Compensação em Ações

Updated 4 July 2026 · Reviewed by US GAAP Buddy Editorial Team

Quais são as diferenças entre ASC 718 e IFRS 2?

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US GAAP

Visão Geral dos Padrões

ASC 718 (Compensação Baseada em Ações) e IFRS 2 (Pagamentos Baseados em Ações) são os padrões contábeis para reconhecer e mensurar compensação em ações. Embora compartilhem objetivos similares, existem diferenças significativas em sua aplicação.

Mensuração da Data de Concessão vs. Data de Liquidação

A diferença mais fundamental ocorre no ponto de mensuração do valor justo. Sob ASC 718, o valor justo é fixado na data de concessão (grant date), permanecendo constante mesmo se o preço da ação mudar durante o período de vesting. IFRS 2 (IFRS 2:27) exige remensuração em cada data de relatório para instrumentos de patrimônio líquido até a liquidação, criando variabilidade contábil. Isso resulta em ajustes periódicos de passivo sob IFRS 2, enquanto ASC 718 tipicamente não requer ajustes subsequentes.

Tratamento de Opções de Ações Não Qualificadas

ASC 718 distingue entre opções de ações incentivadas (ISOs) e não qualificadas (NSOs), com tratamento tributário diferenciado. IFRS 2 não faz essa distinção, tratando todas as opções de ações similarmente sob o modelo de valor justo.

Classificação como Patrimônio vs. Passivo

A classificação depende da liquidação esperada:

  • ASC 718 classifica instrumentos liquidados em ações como patrimônio (fixo), enquanto IFRS 2 pode requerer reclassificação de passivo para patrimônio à medida que as condições de vesting são atendidas
  • Prêmios em dinheiro (cash-settled awards) são tratados como passivos em ambos os padrões, mas com cronograma de remensuração diferente

Período de Reconhecimento e Vesting

Ambos os padrões reconhecem despesa durante o período de vesting. Entretanto, IFRS 2 permite maior flexibilidade na determinação do período quando condições de vesting não são claras, enquanto ASC 718 geralmente exige uma política consistente e bem documentada.

Efeitos Tributários

ASC 718 integra benefícios fiscais (ASC 718-740) na mensuração, reconhecendo impostos diferidos quando há diferenças temporárias entre a base tributária e contábil. IFRS 2 tem abordagem menos prescritiva, deixando aspectos tributários para IAS 12.

Modificações de Prêmios

ASC 718-20-35-3 exige reconhecer o maior valor entre o prêmio original e o novo prêmio como despesa total. IFRS 2:26-27 exige comparar o valor justo antes e depois, reconhecendo qualquer incremento.

Impacto Prático na Demonstração Financeira

Empresas multinacionais enfrentam complexidade significativa. Sob IFRS 2, opções de ações pendentes podem resultar em ganhos/perdas não operacionais em períodos subsequentes. Sob ASC 718, isso é raro. Isso afeta volatilidade de EBITDA e métricas de rentabilidade.

Convergência Futura

O FASB e IASB continuam discutindo convergência, mas diferenças fundamentais persistem, particularmente na remensuração contínua sob IFRS 2.

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